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TEATRO - EPIDEMIA DO NÃO POSSO

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(Extraído e adaptado por Rev. Claudemir Pedroso)

 

     Personagens: Pastor da Igreja, uma enfermeira, Dra. Fé, quatro (4) pacientes e narrador.

     Cenário: Um consultório médico (mesa e cadeiras)

     Indumentária: Época atual.

 

     1a. CENA

 

     Pastor: (Entra muito preocupado) – Não sei o que vou fazer, estou muito preocupado. Meu mestre colocou sob minha responsabilidade um grupo de pessoas, e agora muitos foram atacados de uma terrível enfermidade – “A EPIDEMIA DO NÃO POSSO”. Semana após semana, não ouço outra coisa, além de lamentos – não posso isso, não posso aquilo... Venho consultar a Dra. Fé e espero que esta não tarde em chegar, pois eu não sei qual o medicamento que devo aplicar-lhes. E se eles não melhorarem imediatamente, nossa igreja pode ir à ruína.

 

     Enfermeira: (entrando) – Que o senhor deseja?

 

     Pastor: Trago alguns pacientes à Dra. Fé. Será que ela pode nos atender agora? Trata-se de um caso muitíssimo urgente.

 

     Enfermeira: Pois não. Sente-se, por favor. A Dra. Fé chegará dentro de alguns minutos.

 

     Dra. Fé: (Entra trajando uniforme branco e material para consulta: termômetro, estetoscópio, bloco para receita, etc). Pronto senhor, o que deseja?

 

     Pastor: Estou muito aflito, Dra. As pessoas de minha igreja foram atacadas pela terrível epidemia do “não posso”.

 

     Dra. Fé: E quantos casos já foram constatados?

 

     Pastor: São vários. Alguns estão seriamente atacados e necessitam de uma atenção imediata. Estou aguardando as suas ordens para traze-los á sua presença.

 

     Dra. Fé: Faça entrar o primeiro. (o pastor sai e volta trazendo o 1o. paciente)

     Dra. Fé: Bom dia senhor, qual é o seu caso?

 

     1o. Paciente: Não posso desenvolver atividade nenhuma que é colocada sob minha responsabilidade. Quando vou lecionar na E.B.D. ou dirigir qualquer reunião, não consigo ler todos os pontos da revista porque não consigo guardar na mente.

 

     Dra. Fé: (Colocando o termômetro, toma-lhe o pulso e escuta-lhe o coração). O seu coração está bastante fraco, pulso lento, a temperatura está baixa. Há uma fraqueza espiritual geral em você. Vou lhe dar uma receita que certamente vai lhe restaurar. (Escreve a receita e entrega ao paciente) – Antes de se retirar, por favor, leia a receita para maiores esclarecimentos e no caso de qualquer dúvida.

     1o. Paciente: (Lê a receita em voz alta e após, sai).

                            Receita: A um grama de PODER, acrescenta-se meia hora de ESTUDO e uma pitada de INTERESSE PELO TRABALHO, misturando-se  ainda, uma boa quantidade de ORAÇÃO. Tome este medicamento tão logo lhe seja dada qualquer responsabilidade na Igreja e repita a dose com freqüência , se for necessário.

 

     Dra. Fé: (Convida o 2o. Paciente a entrar) – E a senhora, o que tem?

 

     2o. Paciente: Não me lembro nunca que devo fazer as leituras da Palavra de Deus e nem estudar a revista da E.B.D. no decorrer da semana. 

 

     Dra. Fé: (Tirando da maleta um frasco de remédio) – Aqui tenho um medicamento já preparado, pois trato de muitos casos como o seu. Esse sintoma provém da ignorância das necessidades da alma. Você está sofrendo de inanição espiritual. A mesma coisa acontecerá ao seu corpo se você não se alimentar na hora certa e na quantidade suficiente. Este tônico despertará em você o desejo de ler a Bíblia, a revista da E.B.D., o amor de Deus, e, sobretudo um grande desejo de ser imitadora de Jesus e fazer o que Ele deseja. Tome uma dose diariamente. (O 2o. paciente recebe o frasco de remédio e sai).

 

     Dra Fé: Pode entrar o próximo paciente. (após ela entrar) – Você também está doente?

 

     3o. Paciente: Sim doutora. Não posso ficar quieta e nem prestar atenção no culto. Tenho muita vontade de conversar, me distraio com qualquer coisa, com uma criança, com alguém que se levanta. Falo muito e me viro para trás constantemente.

 

     Dra. Fé: (Examinando a língua) – Esse é um dos sintomas mais graves desta terrível enfermidade. E, infelizmente, tenho tratado de muitíssimos outros casos semelhantes ao seu. Compre esta receita. (Escreve a receita e dá à paciente). Antes, por favor, leia-a em voz alta para que eu possa esclarecer as duvidas que surgirem.

 

     3o. Paciente: (Lê a receita e sai).

                           Receita: Mistura-se uma boa quantidade de REVERÊNCIA ao nome de Deus com uma quantidade dobrada de AMOR a Cristo e à sua obra de Redenção, acrescentando uma boa dose de CONSIDERAÇÃO para com o próximo. Quando se sentir inclinada a perturbar a reunião com sua má conduta, tome um cálice deste medicamento e isto lhe ajudará a estar atenta e lhe dará a consciência de que o Senhor está no seu Santo Templo, fazendo-a compreender que você não tem o direito de perturbar aqueles que desejam prestar um culto a Deus.

 

     Dra Fé: Pode entrar o próximo paciente. (dirigindo-se a ele fala) – E a você, o que está acontecendo?

 

     4o. Paciente: Não posso contribuir para minha Igreja e nem participar de seus projetos. Recebo o meu pagamento, pago as minhas dívidas e prestações. Compro coisas novas para mim e, quando vejo, o dinheiro acabou e eu não tenho mais como contribuir.

 

     Dra. Fé: (Examina os olhos e fala) – Oh! Tenho tido muitos pacientes com este mesmo sintoma. Vamos examinar o alcance da visão. (A Dra. Mostra-lhe alguma coisa que está à distancia. O paciente diz sempre que não está enxergando) – Trata-se de uma total Miopia Espiritual. Há varias coisas que dão origem a esta enfermidade – algumas vezes é o Egoísmo, outras vezes é a Indiferença ou ainda, a Ignorância das necessidades do mundo sem Cristo e sem o conforto de Sua Salvação. Pois, sem dinheiro, como serão compradas literaturas para evangelização? Como poderá ser dado o Sustento Pastoral? Como se pagará a conta de água, de luz? Esta receita irá ajudá-lo. (Escreve a receita e entrega ao paciente).

 

     4o. Paciente: (Lê a receita e sai)

                           Receita: Toma-se com regularidade, um comprimido do mandamento de Deus – o de DAR, no mínimo, a décima parte do que se ganha para o sustento de sua obra, acompanhado de uma boa dose de ORAÇÃO fervorosa, para que possa estar disposto a fazer a Sua vontade. Acrescenta-lhe ainda uma boa quantidade de VISÃO das necessidades do mundo. A esta, à visão, misturam-se algumas gotas de DISPOSIÇÃO para renunciar o comodismo, a conveniência e os interesses pessoais, a fim de poder colocar sua vida, seus Talentos, seu Tempo e Tesouro ao serviço de Deus.

 

     Pastor: Dra. Fé estou muito grato pelas suas receitas e certo de que esta terrível epidemia será debandada muito em breve. (O Pastor, a Dra. Fé e a enfermeira saem).

 

     2a. CENA

     (Entra o Pastor e todos que estiveram enfermos, trazendo um cartaz onde se lê: “EU POSSO”. Enquanto entram, o narrador lerá:

     

           TUDO POSSO

           Ainda que seja odiado – poderei amar.

           Ainda que esteja triste – poderei sorrir.

           Ainda que as dúvidas me assaltem – poderei confiar.

           Ainda que as lutas sejam duras e difíceis – poderei vencer.

           Ainda que seja pobre – poderei repartir.

           Ainda que tudo ao redor sejam dificuldades, poderei perseverar até o fim “PORQUE TUDO POSSO EM CRISTO QUE ME FORTALECE”.

 

     1o. Paciente: Querido Pastor, temos tomado os medicamentos que nos foram receitados pela Dra. Fé e estamos completamente restabelecidos. Nunca mais voltaremos a dizer: “NÃO POSSO”.

     2o. Paciente: Quando formos solicitados a fazer alguma coisa para o Mestre, vamos repetir: “SIM, EU POSSO”.

     3o. Paciente: Temos decidido organizar o grupo do “EU POSSO”  e queremos que todos façam parte desse grupo.

     4o. Paciente: O lema do nosso grupo também será “Tudo Posso Naquele Que Me Fortalece”.

     Pastor: Temos também um cântico, vamos cantá–lo?

 

                  LOUVOR

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